sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ESTIMULAÇÃO PRECOCE

O QUE É?
A notícia da chegada de uma criança com Síndrome de Down não acontece de maneira natural para os pais, seus planos e expectativas são modificados e muitas dúvidas aparecem. Antes mesmo de um atendimento específico a essa criança, a família precisa ser ouvida, compreendida e orientada, ao que chamamos de acolhimento familiar.
O desenvolvimento de uma criança com Síndrome de Down requer atenção diferenciada, pois demora mais para suas habilidades se desenvolverem e suas aquisições são conquistadas de maneira mais lenta. Os pais de crianças com Síndrome de Down são orientados a procurar atendimento de estimulação precoce, este acompanhamento é essencial para a orientação aos pais sobre o melhor estímulo a ser dado aos seus filhos e, através de técnicas especializadas, desenvolver suas potencialidades.

Hoje, o conceito de Estimulação Precoce é mais vasto e dimensional, podendo ser definido como um conjunto das intervenções dirigidas às crianças com problemas de desenvolvimento ou em risco de os virem a apresentar, suas famílias e contextos respondendo, o mais cedo possível, às necessidades que apresentam. A família participa ativamente em todo o processo e esta participação é um elemento fundamental.

O programa envolve os seguintes procedimentos:
1) Acolhimento e orientação familiar
2) Avaliações da criança e da família
3) Elaboração do plano individual de atendimento
4) Atividades e intervenções dirigidas à criança
5) Acompanhamento e visita familiar e escolar (nos casos de crianças já em processo de escolarização)
6) Reavaliação periódica da criança, da família e seu ambiente para intervenções e recomendações.


COMO ACONTECE?
O programa de Estimulação Precoce leva em conta as áreas do desenvolvimento global da criança: física, motora, cognitiva, sensório perceptivo, socioafetiva e de linguagem.
Dentro de cada uma dessas áreas a equipe profissional deverá projetar: os objetivos (o que a criança deverá atingir), conteúdos das atividades (o que a criança realizará), estratégias de intervenção (como o profissional vai atuar), ambientes de estimulação (onde e com quem a criança age e interage), avaliação (como o programa está se desenvolvendo).
No acolhimento familiar são oferecidas algumas orientações:
- esclarecimento quanto à Síndrome de Down, desmistificação da deficiência, apresentação das potencialidades
- área médica (exames necessários e encaminhamento aos serviços especializados quando necessário)
- apresentação do programa de intervenção precoce e dos profissionais que atuarão com a criança

Intervenções (após elaboração do plano individual):
- Antes mesmo da criança ser atendida diretamente, a equipe trabalhará com a família apresentando sugestões e opções para amamentação/alimentação, maneira de carregar e banhar, posicionamento no berço, organização do quarto etc.
- Para crianças de 0 a 2 anos: duas sessões semanais de uma hora ou uma hora e meia de duração, contam com três ou mais profissionais atuando de maneira interdisciplinar. Neste momento fisioterapeuta, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional são os profissionais de referência.
- Aos 18 meses, aproximadamente, são introduzidas as atividades em meio aquático.
- A partir de 2 anos, as crianças poderão ser atendidas em grupos de 3 a 4, esses agrupamentos serão determinados de acordo com os objetivos estabelecidos, com sessões de 30 a 40 minutos cada.
- Depois dos 5 anos a equipe definirá quais áreas ainda necessitam de manutenção nas intervenções diretas com a criança e o setor de apoio educacional poderá acompanhar a escolarização e alfabetização.

QUEM FAZ PARTE DA EQUIPE PROFISSIONAL?
- Fisioterapeuta
- Fonoaudióloga
- Terapeuta Ocupacional
- Assistente Social
- Educador Físico
- Pedagoga
- Psicóloga
- Equipe de consultoria: médicos pediatras e especialistas, dentistas e nutricionistas.

(Na próxima semana você conhecerá um pouco da atuação da fisioterapeuta da Estimulação Precoce)

Texto de Tainá-Rekã - pedagoga no Espaço Pipa - Síndrome de Down

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